Na quarta-feira, 25 de junho, a Ceriluz recepcionou um grupo formado por aproximadamente 40 representantes de cooperativas de infraestrutura do Brasil, com o objetivo de promover a troca de experiências, discutir desafios comuns e conhecer de perto a condução técnica e estratégica da cooperativa.
A visita foi coordenada pela Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural do Estado de São Paulo (FECOERESP), que teve a maior parte dos integrantes, com 32 representantes de cooperativas filiadas. Integraram a comitiva ainda representantes da Organização das Cooperativas de São Paulo (OCESP), da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e da Federação das Cooperativas de Energia de Mato Grosso do Sul (FECOERMS). O intercâmbio integrou uma agenda de aproximação e aprendizagem entre cooperativas do setor elétrico brasileiro e incluiu ainda visitas às cooperativas Cooperluz, de Santa Rosa, na terça-feira, e Coprel, de Ibirubá, na quinta-feira, integrando-se às ações as coirmãs Cermissões e Creluz. As visitas às cooperativas foram capitaneadas pelo superintendente da Federação das Cooperativas de Infraestrutura do RS (FECOERGS), José Zordan.
Em Ijuí, os visitantes foram recepcionados pelos presidentes Iloir de Pauli, da Ceriluz Geração, e Guilherme Schmidt de Pauli, da Ceriluz Distribuição. No período da manhã o grupo acompanhou uma apresentação sobre a atuação da cooperativa e puderam conhecer temas estratégicos como procedimentos técnicos em redes e de gestão e governança. “Com atividades como essa, podemos não apenas repassar nossa forma de trabalho e de gestão, mas também entender e absorver o trabalho de outras cooperativas brasileiras, que podem ter formas diferentes de atuação, mas com o mesmo foco: a qualidade da energia entregue ao associado”, destacou o presidente da Ceriluz Distribuição, Guilherme Schmidt de Pauli, que coordenou a apresentação aos convidados, acompanhado de diretores e colaboradores.
“O objetivo foi realizar um intercâmbio para conhecer a gestão e a administração das cooperativas e do cooperativismo do Sul, promovendo uma troca de informações entre nós e as cooperativas da região. A grande vantagem desse tipo de iniciativa é a oportunidade de enxergar novos horizontes”, reforçou Danilo Roque Pasin, presidente da Fecoeresp.
Além das apresentações do período da manhã, a programação seguiu à tarde com visitas técnicas em duas unidades de geração de energia da Ceriluz: a PCH Ijuí Centenária e a PCH Linha Onze Oeste, onde os visitantes puderam conhecer de perto o funcionamento das usinas e os detalhes técnicos de sua operação. A viagem das cooperativas contou com recursos do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de São Paulo (SESCOOP/SP).





A construção dessa rede tem como finalidade proporcionar o que é chamado no setor elétrico de “ponto de manobra”, ou seja, uma mudança de configuração de um circuito elétrico que permite a rede ser alimentada por duas frentes. As comunidades do município de Catuípe naquela região são abastecidas por meio da Subestação Ceriluz 01, localizada na Comunidade de Chorão, em Ijuí. Com esse incremento de rede, agora, elas também podem ser atendidas pela Subestação Ceriluz 02, de Santo Augusto. Esses pontos de manobra são essenciais para facilitar a manutenção das redes e sua operação eficiente, com menor impacto no fornecimento de energia aos consumidores. “Com essa possibilidade de conexão da região com a subestação de Santo Augusto é possível ter um melhor planejamento dos desligamentos programados, reduzindo o número de associados sem energia durante as interrupções”, garante o engenheiro eletricista. Mas ele salienta que ainda assim será necessário a realização de pequenas interrupções no fornecimento durante a obra para que ocorra a transferência da carga de uma subestação para outra.
“Nosso grupo ficou muito surpreso. Com certeza vamos levar esse relato e proporcionar também aos nossos alunos essa visitação, para que eles também entendam todo esse processo e que é possível gerar energia sem agressão ao meio ambiente e sem agressão ao meio social, porque não teve nenhum deslocamento de pessoas nessas usinas que a Ceriluz tem implantado em nossa região”, destacou.