Nas últimas semanas a Ceriluz recebeu os últimos equipamentos necessários para a conclusão da instalação da PCH Linha Onze Oeste, em Coronel Barros. Foram entregues os três conjuntos geradores que compõem a casa de máquinas principal, compostos por rotor e estator, cada um com capacidade de 7,9 megavolt-ampère (MVA). O último equipamento foi entregue nesta quinta-feira, 30 de janeiro, e sua montagem já está sendo realizada no interior da casa de máquinas, assim como ocorre com os anteriores.

Os conjuntos geradores se somam aos demais equipamentos já instalados, como os condutos forçados, entregues e montados em abril de 2024, e as turbinas, instaladas entre setembro e outubro do ano passado. Esses equipamentos são fornecidos pelas empresas Automatic Eletric e Hacker Industrial.

A montagem dos geradores e sua sincronização representam a última etapa antes do início da operação da usina, que começará com testes e, posteriormente, em modalidade comercial. Paralelamente, estão sendo finalizadas as instalações dos quadros de comando da casa de máquinas e da subestação elevadora, responsável por aumentar a tensão inicial de 6,9 mil volts (kV) para 69 kV.

Todas as estruturas físicas da usina já estão concluídas, incluindo barragem, minicentral, canal, túnel adutor e casa de máquinas, além da rede de transmissão que conectará a usina à Subestação Ceriluz 03, na Linha 01 Leste, em Ijuí. O empreendimento também já conta com a Licença de Operação (LO), concedida pela Fepam, certificando que todos os critérios ambientais exigidos durante a instalação do projeto foram atendidos. Com esse documento, é possível encaminhar a solicitação da Licença de Operação Comercial junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A PCH Linha Onze Oeste, que integra os ativos do Grupo Ceriluz, já conta com Licença de Operação emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), certificando que todos os critérios ambientais exigidos durante a instalação do projeto foram atendidos, estando apta a gerar energia. A LO ainda determina os critérios ambientais a serem atendidos pelo empreendedor no período de operação do empreendimento.

Além da usina, a LO também contempla a operação da subestação elevadora (69 kV) e da linha de transmissão (69 kV) que conectarão a usina ao sistema, a partir da Subestação Ceriluz 03.

A entrega oficial da LO foi realizada nesta terça-feira, 28 de janeiro, na sede da FEPAM, em Porto Alegre. A Ceriluz esteve representada no ato pelo diretor-secretário Sandro Lorenzoni, que recebeu o documento das mãos do presidente da FEPAM, Renato Chagas, e do diretor de energia da SEMA, Rodrigo Huguenin.

Essa é uma importante notícia que traz tranquilidade para a conclusão do empreendimento. Somente com a LO do órgão ambiental em mãos é possível fazer a solicitação da Licença de Operação Comercial da usina junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

A expectativa da direção é que a autorização do órgão regulador ocorra logo, contemplando a entrada em operação da usina, atualmente em etapa final de instalação dos grupos geradores na casa de máquinas principal. A usina está localizada na comunidade que lhe dá nome, no município de Coronel Barros, e terá capacidade instalada de 23,6 MW.

Os investimentos que a Ceriluz faz são baseados em vários dados que demonstram a necessidade de melhorias para atender às necessidades dos associados. Entre essas informações está a demanda de energia por parte de seus associados e também de consumidores do mercado livre. Como acontece praticamente todos os anos, mais uma vez a Ceriluz apresentou aumento na energia distribuída no ano que passou. A Cooperativa registrou elevação de 8,32% na energia distribuída, chegando aos 195,6 milhões de kWh em 2024, frente aos 180,5 milhões de 2023.

Destaque mais uma vez para a energia exigida pelas indústrias conectadas ao sistema de distribuição de energia da Ceriluz. Os consumidores da Classe Industrial consumiram um total de 69 milhões de kWh no ano que passou, número 4,6% superior à energia exigida em 2023, que foi de 65,9 mi/kWh.

Logo em seguida aparece o consumo da Classe  Rural, com 61,1 mi/kWh consumidos, 4,1% mais que no ano de 2023, quando o consumo registrado foi de 58,6 mi/kWh. Nesses números não estão contabilizados os associados cadastrados como irrigantes. Esse grupo agrega outros 4,6 mi/kWh à energia exigida nas propriedades rurais, com crescimento de 11,5% em relação a 2023, quando o consumo destes foi de 4,2 mi/kWh. Um dos fatores que turbinou esses números da irrigação foi a estiagem registrada no mês de novembro, quando a exigência de energia para tocar os pivôs de irrigação foi maior.

Na terceira posição em termos de consumo está a Classe Comercial, com 36,8 mi/kWh, número superior aos 30,3 mi/kWh de 2023, crescimento de 21,3%. Já a Classe Residencial atingiu os 12,9 milhões de kWh consumidos, diante dos 10,6 mi/kWh de 2023. Em termos de crescimento, ela foi a classe que apresentou o maior índice entre todas, com 22,3% de evolução. Conforme o setor de faturamento da Ceriluz, entre os fatores que levaram a esse crescimento está a mudança do comportamento de consumo a partir da instalação da Geração Distribuída (GD) nas residências. O fato de compensarem sua geração na fatura de energia da Cooperativa faz com que as famílias consumam mais energia, especialmente para climatização das residências. O mesmo acontece na Classe Comercial, mas em razão da migração de algumas empresas para o Mercado Livre.

Os outros 10,9 mi/kWh consumidos estão divididos entre órgãos e serviços públicos e o consumo próprio da Ceriluz. Chama atenção o consumo da iluminação pública que foi a única categoria que apresentou redução na comparação com o ano anterior. Em 2024 se usou 1,6% menos energia para iluminar cidades e comunidades em relação ao ano anterior. Segundo o setor de faturamento, isso se deu principalmente pela substituição das lâmpadas convencionais por outras de tecnologia LED.

Está em pleno andamento a construção do novo alimentador que interligará os municípios de Coronel Barros a Augusto Pestana. As obras foram iniciadas em dezembro de 2024, no município de Coronel Barros e estão previstas para se estenderem até final do primeiro semestre de 2025.

O projeto, conduzido por equipes próprias e terceirizadas, contempla, em sua primeira etapa – que deve encerrar em março - a instalação de aproximadamente 11 km de rede trifásica, ligando a cidade de Coronel Barros à localidade de Rincão dos Pampas, em Augusto Pestana. Segundo o engenheiro eletricista da Ceriluz, Rogério Kamphorst, o alimentador será essencial para aumentar a confiabilidade do sistema elétrico na região. “Atualmente, estamos na execução da primeira etapa, que abrange a saída da cidade de Coronel Barros até a comunidade de Rincão dos Pampas, levando os benefícios de uma rede trifásica. Hoje, essa região é abastecida somente por uma rede monofásica e vamos otimizar o traçado, com novos postes, novos condutores, e levar esse benefício [rede trifásica] para as comunidades de Rincão dos Pampas e Rincão Seco, já prevendo a interligação entre os municípios de Coronel Barros e Augusto Pestana”, explica Kamphorst.

A segunda fase do projeto, que adicionará mais de 4 km de rede entre Rincão dos Pampas e Linha Progresso, está programada para ser concluída até o final do primeiro semestre de 2025. “Nessa etapa seguinte serão favorecidos associados das comunidades de Linha Progresso, Rincão Comprido, Marmeleiro e proximidades, levando mais energia para as propriedades. Hoje, há investimentos em irrigação e também em algumas agroindústrias que demandam energia de qualidade”, salienta Kamphorst.

Essa obra também fará parte da estrutura necessária para escoar a energia da futura Subestação Ceriluz IV, cuja construção deve iniciar em fevereiro, em Coronel Barros, anexa ao terreno da PCH Linha Onze Oeste. “Essa rede faz parte de um pacote de obras planejadas pela Ceriluz Distribuição para a instalação da Subestação Ceriluz IV e como alternativa para momentos de temporais, que, nos últimos anos, têm se tornado mais frequentes”, reforça o engenheiro eletricista. Isso porque, em períodos de intempéries com possíveis interrupções no fornecimento de energia, as redes de Augusto Pestana e de Jóia poderão ser atendidas por essa subestação, através dessa linha, a partir de manobras realizadas pelas equipes, agilizando a retomada provisória da energia.

A Subestação Ceriluz IV será uma subestação rebaixadora, com potência instalada de 25 MVA, ajustando a tensão de 69 kV para 23,1 kV. Além dos municípios de Coronel Barros e Augusto Pestana, beneficiará também diretamente associados dos municípios de Ijuí e Catuípe.

A Ceriluz encerrou 2024 com um investimento recorde de R$ 32,6 milhões em infraestrutura de distribuição de energia, representando um aumento de 175% em relação aos R$ 11,8 milhões aplicados em 2023. O montante foi destinado à expansão e modernização do sistema de distribuição, com foco na instalação de redes trifásicas, substituição de equipamentos e implementação de novas tecnologias.

Os principais resultados incluem:

  • Rede de baixa tensão construída: 17,8 km;
  • Rede de média tensão construída: 60 km;
  • Postes instalados: 1.037 unidades;
  • Transformadores instalados: 82 unidades, somando uma potência total de 5,6 MVA (incluindo transformadores da Ceriluz e particulares);
  • Capacitores instalados: 10 unidades, com potência de 4,2 MVAr, para melhoria da qualidade da energia e correção de perdas em regiões como Santo Augusto, Nova Ramada e Chiapetta;

A cooperativa também realizou avanços significativos em reguladores de tensão. Novos equipamentos foram instalados em Vista Alegre, Santa Tereza, Colônia das Almas e Esquina Neves, em Catuípe, enquanto que bancos reguladores de tensão foram modernizados em Bozano, Ajuricaba e Catuípe, com a substituição de relés antigos por modelos mais eficientes. Além disso, novas chaves seccionadoras com telecomando foram instaladas em Chiapetta, nas linhas Iracema e Monte Alvão, otimizando a operação remota e aumentando a confiabilidade do sistema.

Entre as obras de destaque está a construção da rede de média tensão (69kV) conectando a PCH Linha Onze Oeste à Subestação Ceriluz III. Além de escoar a energia da usina, essa linha também estará conectada a Subestação Ceriluz IV, cuja construção iniciará em fevereiro, reforçando o sistema na região que inclui Coronel Barros, Ijuí, Catuípe e Augusto Pestana. Sobressaem-se também algumas redes destinadas ao atendimento de associados irrigantes e alterações de traçados, como o deslocamento da rede em Nova Ramada (entre os bairros Pinhal e Barro Preto). Outro projeto iniciado foi a alteração da rede paralela à BR-285, que será realizado de forma gradual, conforme o andamento da duplicação da rodovia.

Esses investimentos já trazem benefícios diretos para os associados, como a redução de interrupções no fornecimento, maior capacidade de atendimento a novos consumidores e melhorias na qualidade da energia entregue, reforçando o compromisso da Ceriluz com o desenvolvimento da região.

Iniciam os preparativos para a construção da Subestação (SE) Ceriluz IV, no município de Coronel Barros. A obra está prevista para iniciar no mês de fevereiro, com a terraplanagem do terreno, localizado em Coronel Barros, anexo a PCH Linha Onze Oeste. Apesar de ainda não ter iniciado a obra física, a Ceriluz já recebeu os primeiros equipamentos que farão parte da infraestrutura de regulação do sistema. Já estão na Cooperativa os relés e os disjuntores de proteção. Ambos os equipamentos compõem um conjunto de proteção dos transformadores, onde os relés comandam os disjuntores, promovendo a interrupção do circuito em caso de oscilação de corrente, com riscos de curto circuito. Os equipamentos foram adquiridos da empresa Siemens, com sede em Jundiaí, São Paulo. Antes da aquisição, no dia 16 de dezembro, os responsáveis técnicos pelo projeto Rogério Kamphorst e Giovani dos Santos, estiveram na fábrica para conhecer e avaliar os equipamentos a serem utilizados (fotos).

Com potência instalada de 25 MVA, a nova subestação atenderá especialmente Coronel Barros, Ijuí, Catuípe e Augusto Pestana, garantindo estabilidade no fornecimento de energia. A SE Ceriluz 04 será uma subestação rebaixadora, ajustando a tensão de 69 kV para 23,1 kV, sem vínculo operacional direto com a usina PCH Linha Onze Oeste - apesar da proximidade das duas estruturas elétricas - que possui sua própria subestação, mas esta elevadora.

A obra tem planejamento para se estender por 14 meses com investimento aproximado de R$20 milhões. A licença ambiental já foi emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM). O projeto tem como objetivo atender às demandas de seus associados, uma vez que a região tem apresentado aumento no consumo de energia motivado pela expansão de indústrias, comércios e melhorias em propriedades rurais e residências.