Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, a Ceriluz promove, no próximo dia 04 de março, às 14h, no auditório anexo a sua sede administrativa, a terceira edição do Encontro de Mulheres. O evento, que já se consolidou no calendário da Cooperativa, busca homenagear e integrar as associadas, esposas e filhas de associados em uma tarde de reflexão e protagonismo feminino.

Para garantir a participação, as interessadas devem realizar a retirada gratuita de seus ingressos diretamente na recepção da Sede Administrativa da Ceriluz. O atendimento para a entrega dos convites ocorre em horário comercial e a recomendação é que as associadas busquem seus ingressos o quanto antes para assegurar seu lugar, uma vez que o auditório tem lotação limitada. O ingresso deve ser apresentado no dia do evento para controle dos acessos ao auditório. A sede administrativa da Ceriluz está localizada na Rua Reinoldo Schindler, 100, no Bairro das Chácaras, em Ijuí, ao lado da BR 285.

A atração do 3º Encontro de Mulheres da Ceriluz será a palestra show “A Energia Transformadora de Mulheres que Iluminam o Mundo”, conduzida por Maria Odila Taborda. Psicopedagoga e mentora de transformação, Maria Odila é a criadora do projeto “O Perfume de Deus”, iniciativa voltada ao autoconhecimento, inteligência emocional e ao resgate da força feminina, utilizando uma abordagem sensível que mistura motivação e espiritualidade. Maria Odete possui mais de uma década de experiência nos palcos, sendo reconhecida pela sensibilidade e clareza espiritual com que aborda o universo feminino.

Para assegurar a instalação ideal da medição de energia junto a casa do associado, a Ceriluz oferece o Poste Padrão de Entrada (foto acima), uma iniciativa que elimina riscos de reprovação técnica e reduz dificuldades aos associados, uma vez que evita o problema de materiais comprados em desacordo com as normas. Para situações onde este poste, com caixa embutida, não pode ser utilizado, a cooperativa disponibiliza modelo alternativo, com caixa acoplada, que permite instalação na altura de segurança, para leitura do medidor e operação dos disjuntores.

O engenheiro eletricista e coordenador da Central de Teleatendimento, Márcio Mühlbeier, detalha como a falta de padronização gerava transtornos para associados e para a Cooperativa. "Muitas vezes, o associado acabava pagando duas vezes. O eletricista terceirizado comprava o material errado e, na hora da vistoria, a equipe da Ceriluz era obrigada a reprovar a instalação por segurança. Com o nosso poste padrão, esse risco é zero. O material é o correto, seguindo os padrões de qualidade e segurança exigidos pela cooperativa, e o poste já vem com a caixa embutida, prevendo inclusive as saídas necessárias para energia e internet, tudo organizado em um único conjunto robusto", explica Márcio. Ele reforça que a instalação segue parâmetros de segurança reconhecidos e avaliados. “Esse padrão segue normas estabelecidas para todas as cooperativas filiadas à Federação das Cooperativas de Infraestrutura do RS – Fecoergs, cujas equipes se debruçam periodicamente, trocando ideias sobre os procedimentos técnicos, formatando as normas, visando a garantia da qualidade e da segurança do fornecimento de energia”.

Além da economia, a agilidade na ligação cresceu com o novo modelo, eliminando o deslocamento desnecessário de equipes. "Era um transtorno comum: nossa equipe se deslocava até a propriedade para fazer a ligação, mas não podia concluir o serviço porque a instalação estava fora do padrão. Tínhamos que emitir uma notificação de melhorias e agendar uma nova visita. Às vezes, isso se repetia várias vezes até a aprovação final. Isso gerava custos de combustível e tempo para a Ceriluz e muita frustração para o associado", conta o engenheiro eletricista.

2026.02 Poste Padrão de Energia 01Garantia de Instalação -  Mesmo em situações onde o poste padrão não pode ser instalado - como em locais de solo rochoso que impede a fixação na profundidade ideal ou de diferenças de nível entre a calçada e o terreno - a Ceriluz faz a instalação de um poste alternativo (foto ao lado), garantindo que o associado receba o serviço. "Se no momento da instalação, por algum motivo, nossa equipe não conseguir instalar o poste nos padrões recomendados, a Cooperativa disponibiliza um modelo convencional, com caixa metálica acoplada e altura ajustável. Isso garante que a caixa de luz seja fixada na altura padrão exigida para leitura e manutenção”, garante Márcio.

O investimento no poste padrão completo — incluindo caixa embutida, cabos, dispositivos de proteção e instalação — varia de R$ 2.300,00 (monofásico) a R$ 3.500,00 (trifásico). Após a aquisição, a instalação e ligação ocorre em até 20 dias para novas ligações e até 30 dias para adequação do padrão de ligação existente, consolidando uma estrutura segura e dentro das normas vigentes.

A Ceriluz encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 4,34% no volume total de energia distribuída em suas redes, atingindo a marca histórica de 198,5 milhões de kWh. Esse avanço regional supera o índice nacional de consumo, que, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), fechou o ano com uma estabilidade de 0,2%.

Ao analisarmos o perfil de consumo, a vocação agrícola da região se destacou. A Classe Rural atingiu o maior consumo, com 74,9 milhões de kWh demandados, um crescimento de 13,91%. Nesse contexto destaca-se a necessidade de energia por parte dos consumidores Irrigantes, que exigiram 7,5 milhões de kWh — um salto de 61,08% em relação a 2024. Além do investimento constante em tecnologia de pivôs, o clima foi determinante: o ano de 2025 foi mais seco que 2024 exigindo que os sistemas de irrigação operassem com maior intensidade para garantir a produtividade.

Nesse cenário a Classe Rural voltou a ser o maior perfil de consumo da Cooperativa. A Classe Industrial passou a ocupar a segunda posição, com 64,4 milhões de kWh, uma redução de 4,75% em relação a 2024 — seguindo uma tendência de retração industrial observada em nível nacional. Em seguida, aparecem a Classe Comercial, com consumo de 35,2 milhões de kWh (alta de 4,47%), e a Classe Residencial, que demandou 13,1 milhões de kWh (crescimento de 9,12%). O crescimento nestas categorias é resultado direto dos investimentos dos associados em melhorias nas unidades consumidoras, com expansão de sistemas de climatização e novas tecnologias para conforto e produtividade.


Sustentando Serviços Essenciais - Mais do que atender casas, propriedades rurais e empresas, a energia da Ceriluz também sustenta vários Serviços Públicos da nossa região. Esta classe engloba estruturas essenciais como escolas, postos de saúde, unidades da Brigada Militar e sistemas de abastecimento de água. Em 2025, o consumo registrado pelos Serviços Públicos foi de 7,5 milhões de kWh. Embora o número represente uma leve redução de 2,75% em relação ao ano anterior, a garantia da continuidade desse fornecimento permanece como prioridade social da Cooperativa. Houve ainda uma redução de 8,04% no consumo da Iluminação Pública – que exigiu 1,5 milhão de kWh – reflexo do trabalho das prefeituras na substituição de lâmpadas antigas por tecnologia LED.

Esses dados se referem à "energia no fio", ou seja, toda a carga transportada pela infraestrutura da Cooperativa para atender os associados, incluindo aqueles de grande porte que adquirem energia no Mercado Livre, mas utilizam as redes da Ceriluz para o transporte.

Tabela Consolidada Ceriluz 2025

CLASSE

CONSUMO 2025 (kWh)

VARIAÇÃO (%)

1º Rural + Irrigante

74.972.036

+13,91%

2º Industrial

64.439.504

-4,75%

3º Comercial

35.262.733

+4,47%

4º Residencial

13.187.083

+9,12%

Outras Classes

10.646.177

-3,40%

TOTAL GERAL

198.507.533

+4,34%

A eficiência operacional da Ceriluz ganhou novos números de destaque em 2025. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) revelam que a Cooperativa apresentou índices de qualidade melhores que a média nacional de concessionárias e permissionárias, especialmente no TMAE (Tempo Médio de Atendimento a Emergências).

Enquanto a média de atendimento das emergências para grandes concessionárias no Brasil foi de 7 horas e 14 minutos (434,17 min) em 2025, a Ceriluz registrou uma média de apenas 1 hora e 20 minutos (80,55 min) * para resolver problemas após o chamado. O resultado é expressivo mesmo quando comparado apenas às cooperativas permissionárias do país, que tiveram média de 2 horas e 8 minutos (128,20 min). “Acreditamos que isso se deve a alguns fatores, como a proximidade da Cooperativa com seus associados. Nossa sede, instalada ao lado da BR 285, permite o deslocamento rápido de nossas equipes para o interior. Também tivemos importantes investimentos na frota, com veículos de qualidade que qualificam o atendimento e, claro, é fundamental a atuação de nossos colaboradores”, comenta o engenheiro eletricista da Ceriluz, Tiago Garros.

Essa agilidade no atendimento reflete no tempo médio em que cada consumidor fica sem energia, representado pelo DEC (Duração Equivalente de Interrupção). Em 2025, os associados ficaram, em média, 7 horas e 55 minutos sem energia ao longo de todo o ano — uma redução importante em relação a 2024, quando o DEC da Ceriluz foi de 12 horas e 24 minutos por associado.

O terceiro parâmetro avaliado pela ANEEL é o FEC (Frequência Equivalente de Interrupção), que retrata o número de vezes que cada associado ficou sem luz. O FEC de 2025 da Ceriluz foi de 7,94 interrupções, número também inferior ao de 2024, que foi de 9,33.

Tiago Garros ressalta que o clima é uma variável determinante nesses indicadores. “Além da eficiência do trabalho, é preciso considerar o impacto do clima na gravidade das ocorrências. Temporais mais graves vão causar mais danos às redes e exigir mais tempo das equipes para identificar os problemas e, por isso, os dados podem variar bastante de ano para ano. Mas, no geral, os números da Ceriluz são bastante positivos, em especial nesse ano de 2025”, avaliou.

Esses dados podem ser visualizados no site portalrelatorios.aneel.gov.br. Outra ferramenta disponibilizada pela agência é o Projeto Radar, que permite o monitoramento em tempo quase real das interrupções, ampliando a transparência para a sociedade.
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*Os indicadores da ANEEL são apresentados originalmente em formato centesimal (ex: 80,55 minutos). Para facilitar a compreensão do leitor, os dados deste release foram convertidos para o formato de relógio (horas e minutos), transformando as frações decimais em segundos e minutos correspondentes.

A expansão da rede elétrica e a manutenção de alimentadores da Ceriluz enfrentam obstáculos que vão além da logística convencional. O processo padrão de instalação de postes, realizado por meio de trados acoplados aos caminhões, frequentemente encontra limitações devido às características do solo na região, que pode apresentar baixa profundidade de terra e características rochosas.

20260127 perfurao de Buraco 2Quando a perfuração mecanizada não é possível, a Cooperativa adota medidas específicas. Em solos de rochas quebradiças, a escavação precisa ser manual. Para viabilizar a atividade, as equipes utilizam um rompedor elétrico, alimentado por gerador móvel, podendo ser usados mesmo nos locais mais distantes, além de pás e cavadeiras. A perfuração manual exige grande esforço físico por parte dos eletricistas da Cooperativa, não só pelo impacto da máquina na rocha, mas também pelas condições climáticas que podem se um agravante. E não é só a chuva que traz dificuldades. As altas temperaturas, registradas com frequência em nossa região no verão, também geram um grande desgaste aos colaboradores.

Há casos, contudo, onde nem o trado e nem o rompedor conseguem atingir a profundidade necessária para a fixação do poste. Isso quando se identifica a presença de laje sólida. Nessas situações a operação exige o uso de uma perfuratriz Polidrill, equipamento que utiliza tecnologia rotopneumática para romper rochas de alta dureza. Por ser terceirizada, a mobilização dessa tecnologia envolve custos operacionais consideráveis. Eventualmente a medida é necessária para viabilizar a expansão da infraestrutura em locais de difícil acesso geológico, garantindo a estabilidade e o alcance da rede elétrica aos associados.

Após as Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs) realizadas no dia 23 de janeiro, que elegeram as diretorias das cooperativas do Grupo Ceriluz, os presidentes Valmir Elton Seifert (Ceriluz Geração) e Guilherme Schmidt de Pauli (Ceriluz Distribuição) participaram do Informativo Ceriluz, onde apresentaram o planejamento estratégico para o novo ciclo de gestão (2026/30).

As assembleias apresentaram números importantes aos associados participantes, como um faturamento de R$ 229 milhões e resultado líquido de R$ 9 milhões, aproximados, no exercício 2025, somadas as duas cooperativas. Este desempenho financeiro foi acompanhado por um forte respaldo social duramente a eleição das diretorias. Na Ceriluz Distribuição, a chapa única foi eleita com 99,3% de aprovação em urnas espalhadas por toda a área de atuação. Já na Ceriluz Geração, a eleição ocorreu por aclamação durante a assembleia no auditório da cooperativa, consolidando o desejo dos associados pela continuidade e segurança administrativa.

Eficiência operacional na geração das usinas

Na Ceriluz Geração, após o ciclo de grandes investimentos, o mais recente a PCH Linha Onze Oeste, finalizada em 2025, o foco agora se volta à manutenção das usinas já em operação para garantir sua capacidade máxima, segundo o presidente Valmir Elton Seifert. Prova disso é a destinação de R$ 2,6 milhões das sobras para a conservação da infraestrutura geradora. "Viemos de grandes obras e agora é o momento de estabilizar e colocar a casa em dia. O associado quer ver o retorno das usinas em benefícios diretos, e isso passa por uma operação eficiente", pontuou Seifert. Um exemplo imediato dessa estratégia será o trabalho de mergulhadores especializados que farão a limpeza de grades e túneis das PCHs José Barasuol e RS-155, visando recuperar perdas de geração causadas por detritos trazidos pelo rio Ijuí.

Infraestrutura de distribuição e tarifas competitivas

Pela Ceriluz Distribuição, o marco de 2026 será a conclusão da Subestação Ceriluz IV, que atenderá a região Sul. Guilherme Schmidt de Pauli ressaltou que esses ativos são fundamentais para a modicidade tarifária. "Investir em infraestrutura qualificada permite que a Aneel reconheça esses ativos, o que reduz a tarifa final [...] Hoje, temos a segunda menor tarifa do Estado e a quarta menor do Brasil", explicou Guilherme. O presidente também assegurou a continuidade da modernização das redes para que o associado tenha energia de qualidade para crescer em sua propriedade ou empresa.

Durante a entrevista os presidentes eleitos também expressaram profunda gratidão aos associados que participaram das assembleias e renovaram o voto de confiança para o próximo quadriênio. Eles enfatizaram que o sucesso da Ceriluz é um esforço coletivo, valorizando o papel fundamental do quadro de conselheiros e dos colaboradores.

Ouça o programa completo AQUI.