Ao longo de todo o ano, as guarnições do 2º Pelotão da Patrulha Ambiental (Patram) de Santo Ângelo realizam fiscalizações nos rios que integram a bacia hidrográfica do rio Ijuí, com o objetivo de coibir práticas irregulares e reforçar o cumprimento da legislação ambiental. A informação é confirmada pelo tenente Rotille, comandante da Patrulha Ambiental. Conforme ele, sua equipe atua em uma área total de 20 municípios das regiões Missões e Noroeste, com o objetivo de coibir crimes contra o meio ambiente, seja contra a fauna, a flora ou relacionados à poluição.
As usinas hidrelétricas, incluindo as da Ceriluz, ganham atenção especial, considerando suas características, que acabam por atrair pescadores ao longo de todo o ano. “Temos uma parceria com a Ceriluz, onde atuamos periodicamente em suas usinas, realizando patrulhamento embarcado, com o intuito de evitar a pesca e a caça predatórias”, explica Rotille.
Um exemplo desse trabalho ocorreu no dia 21 de agosto, quando uma guarnição realizou patrulhamento ambiental embarcado na área da barragem da PCH Linha Onze Oeste, em Coronel Barros. Conforme relatório encaminhado pela própria entidade, a operação foi realizada com o objetivo de coibir a prática de pesca e caça ilegal, incluindo averiguações em acampamentos e acessos ao rio. Ao final da fiscalização nada de irregular foi constatado.
A ação integra o trabalho desenvolvido em parceria com a Ceriluz e que se estende às demais usinas da Cooperativa. As fiscalizações são importantes para orientar os usuários e coibir atividades que estejam em desacordo com as normas ambientais ou que possam representar riscos nas proximidades das estruturas dos empreendimentos.
A Patram alerta para a existência de regras específicas em áreas de usinas. É proibida a pesca e a realização de atividades de lazer em uma faixa mínima de 200 metros de qualquer estrutura física das usinas, como barragens e casas de máquinas, ao longo de todo o ano. A medida está relacionada tanto à preservação ambiental quanto à segurança das pessoas, considerando as características de operação das usinas e os riscos existentes nas proximidades das estruturas.
Restrições se ampliam durante a Piracema
Entre 1º de outubro de cada ano e 31 de janeiro do ano seguinte, ocorre o período da Piracema na Bacia do Rio Uruguai, incluindo o Ijuí e seus afluentes, quando os pescadores precisam redobrar os cuidados. Nessa época, as regras ficam ainda mais rigorosas em razão do período de reprodução dos peixes.
O tenente Rotille reforça que a fiscalização nesse período também se amplia. “Agora se aproxima o Período da Piracema, ou Período de Defeso. Nesse período, a PATRAM intensifica suas ações, tanto por terra quanto por água, nas proximidades dos rios, com o objetivo de evitar que pessoas venham a realizar a pesca predatória”, explica.
Ainda segundo ele, pescadores que forem flagrados durante a Piracema pescando com petrechos capazes de capturar peixes em grande quantidade (redes, espinheis etc.) estão sujeitos a sanções criminais, cíveis e administrativas, além da perda do material. O contato para denúncias ou orientações da Patram é (55) 9 8411-8144, inclusive pelo WhatsApp.
Durante a Piracema, a faixa de restrição junto às estruturas de usinas se amplia para 1.500 metros, tanto a montante quanto a jusante. Também devem ser observadas as demais regras estabelecidas pela legislação ambiental para o período, que, entre outros pontos, proíbe o uso de redes e barcos a motor.
Além das ações realizadas pelos órgãos de fiscalização, a Ceriluz mantém sistemas de monitoramento e controle de acesso nas áreas das usinas. Quando são identificadas situações que possam caracterizar irregularidades, as autoridades competentes podem ser acionadas para a adoção das providências cabíveis.
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“Quando a gente fala em 60 anos, passa um filme dessa belíssima história”, afirma o presidente Guilherme. Para ele, a cooperativa nasceu para atender a uma necessidade básica, como levar iluminação às propriedades rurais, mas a energia elétrica tornou-se um insumo indispensável para praticamente todas as atividades. “Com o passar do tempo, vieram as tecnologias, vieram as melhorias, vieram as necessidades de infraestrutura, e a Ceriluz foi se adaptando, foi melhorando, foi se desenvolvendo”, acrescenta.
Para marcar seus 60 anos, a cooperativa produziu a publicação Ceriluz, energia que une passado e presente para o futuro, que registra momentos dessa trajetória e a infraestrutura construída ao longo de seis décadas para atender às necessidades dos associados. A revista reúne momentos importantes das seis décadas de atuação da Cooperativa e as transformações da infraestrutura elétrica e os principais avanços que contribuíram para o desenvolvimento dos associados e da região.
O trabalho de limpeza concentrou-se principalmente nos isoladores de porcelana, vidro ou polímero, buchas de transformadores e para-raios, entre outros componentes. Isso é necessário considerando que o acúmulo de poeira, fuligem, excrementos de aves e animais ou outros materiais pode comprometer a capacidade de isolamento desses equipamentos, favorecendo a ocorrência de correntes de fuga, descargas elétricas e até desligamentos do sistema.