A Ceriluz está aperfeiçoando o processo de cadastro de projetos de Geração Distribuída (GD) com a implantação da Plataforma P3 TEC, que passa a ser o canal exclusivo para novos registros a partir de maio. O sistema está disponível aqui no site em: DISTRIBUIÇÃO >> ANÁLISE DE PROJETOS >> PROJETOS GD, ou acesse AQUI.

A nova ferramenta centraliza todas as etapas do processo, permitindo ao responsável técnico enviar documentação, cadastrar equipamentos e receber notificações automáticas sobre o andamento da análise e eventuais ajustes necessários. Antes, o envio era feito por arquivos compactados em ZIP, sem possibilidade de acompanhamento da evolução da solicitação.

Segundo o engenheiro eletricista do Setor de Projetos da Ceriluz, Nilson Mazzurana, a mudança que garantir mais eficiência e transparência ao processo. “Com a implementação da nova plataforma, passou a ser permitida exclusivamente a postagem dos documentos obrigatórios em formato específico, proporcionando maior padronização e uniformidade aos projetos durante a etapa de análise documental”, explica ele.

O Setor de Projetos da cooperativa possui prazos legais para análise e emissão do parecer técnico, com aprovação ou devolução para ajustes. São 15 dias para análise e resposta de projetos de microgeração sem necessidade de obras; 30 dias para microgeração com obras; e 45 dias para as demais modalidades, incluindo a minigeração. Atualmente, a Ceriluz possui 1.116 sistemas de GD conectados à sua rede, totalizando 28,26 MW instalados.

Mais detalhes sobre a nova plataforma podem ser conferidos no Informativo Ceriluz desta semana, disponível AQUI

Redes e subestações da Ceriluz operam seguindo diretrizes ambientais estabelecidas em licenciamentos emitidos pelos órgãos competentes. As exigências envolvem desde o manejo da vegetação sob as redes até o controle e a destinação correta de resíduos gerados nas operações das subestações.

Entre as licenças vigentes está a Licença Única nº 1578, válida até julho de 2029, que autoriza a realização de podas e, quando necessário, a supressão de árvores e vegetação sob as redes de distribuição. Em áreas rurais, a faixa de segurança corresponde a 15 metros de largura sob a rede, sendo 7,5 metros para cada lado do eixo. Já em áreas urbanas, as intervenções seguem a legislação municipal e contam com comunicação prévia às autoridades locais sempre que necessário.

Além disso, todos os resíduos oriundos das redes de distribuição passam por rigoroso controle ambiental. Entre eles estão postes, cabos, conectores, isoladores e outros componentes, que recebem destinação final adequada por meio de empresas devidamente licenciadas para reciclagem ou descarte. Entre as medidas adotadas também estão a rastreabilidade por meio do Sistema de Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) e o envio da Declaração de Movimentação de Resíduos (DMR).

As subestações da cooperativa também operam com licenciamento ambiental específico, garantindo monitoramento contínuo e controle das operações. Atualmente, as subestações Ceriluz 01, 02 e 03 possuem Licenças de Operação vigentes, enquanto a Subestação Ceriluz 04, em construção no município de Coronel Barros, conta com Licença Prévia e de Instalação (veja ao final).

Segundo o engenheiro eletricista Tiago Garros, a necessidade desse licenciamento se dá a partir dos impactos que podem ser gerados pelas subestações, tais como resíduos, contaminação do solo e da água, emissão de ruídos, além da interferência na fauna, especialmente em aves. Entre os resíduos gerados estão óleo mineral isolante, materiais contaminados com óleo ou graxa, sucatas metálicas, cabos, conectores, ferragens, isoladores danificados, baterias e resíduos eletroeletrônicos.

Todo esse material recebe manejo e destinação adequados, conforme a legislação vigente. Os resíduos perigosos e contaminados são acondicionados em recipientes específicos e encaminhados para empresas licenciadas para tratamento, rerrefino, processamento ou destinação final correta. Já sucatas metálicas, cabos e materiais recicláveis seguem para reciclagem, enquanto baterias e resíduos eletroeletrônicos são destinados por meio de logística reversa ou empresas especializadas.

Para assegurar o cumprimento das condicionantes ambientais vigentes, os órgãos reguladores exigem relatórios periódicos. As licenças relacionadas às atividades de distribuição e subestações estão disponíveis para consulta pública no site oficial da cooperativa, onde estão disponíveis para download. Acesse AQUI.

Licenças ambientais vigentes para serviços e empreendimentos de distribuição de energia.
• LU nº 1578/2024 – Licença ùnica que autoriza manejo de vegetação sob as redes;
• LO nº 1781/2025 – Licença de Operação da Subestação Ceriluz 01;
• LO nº 481/2025 – Licença de Operação da Subestação Ceriluz 02;
• LO nº 6461/2025 – Licença de Operação da Subestação Ceriluz 03;
• LPI nº 340/2025 – Licença Prévia e de Instalação da Subestação Ceriluz 04.

Na tarde de terça-feira, 12 de maio, a Ceriluz concluiu obra de melhoria da rede elétrica durante desligamento programado realizado na comunidade de Bom Princípio, interior de Augusto Pestana.

Na região, foi finalizada a transformação de um trecho de rede monofásica para trifásica, com substituição total de cabos e parcial de postes, promovendo a ampliação da capacidade do sistema elétrico local. As melhorias se estenderam também até as comunidades de Linha Progresso e Linha Santo Antônio.

Ao todo, aproximadamente três quilômetros de redes foram modernizados, beneficiando cerca de 40 Unidades Consumidoras (UCs), propriedades que realizam atividades agropecuárias, incluindo a produção de leite. Dessa forma, a melhoria permite investimentos por parte dos produtores rurais em sua capacidade de produção e conservação do produto. Entre as unidades atendidas também estava o salão comunitário de Bom Princípio, que passou a contar com reforço no fornecimento de energia para a realização de eventos e demais atividades da comunidade. O projeto contou com a instalação de um novo transformador trifásico de 75 kVA em frente ao salão.

Os trabalhos mobilizaram sete equipes da Cooperativa, equipadas com caminhões para construção de redes, caminhão de Linha Viva e caminhonetes de apoio, permitindo a execução simultânea das atividades com segurança e agilidade.

Estes investimentos fazem parte do planejamento permanente de modernização e fortalecimento da infraestrutura elétrica, acompanhando o crescimento das demandas dos associados nas atividades rurais, produtivas e comunitárias. No município também foi concluído recentemente a transformação de uma rede monofásica em trifásica na comunidade de Rincão dos Müller.

A Ceriluz conta atualmente com uma Retroescavadeira Case 580N e um caminhão Mercedes-Benz Atego 2426, equipado especialmente para o transporte da máquina, ampliando a capacidade operacional para a execução dos serviços diários da Cooperativa. A retroescavadeira - que integra a frota da Cooperativa desde o final de 2025 - possui caçamba frontal e concha traseira de 12 polegadas, além de recursos para operação de martelo hidráulico e trado/perfurador de 700 milímetros. Já o caminhão foi incorporado recentemente à frota. O veículo possui prancha com rampa hidráulica de 8,5 metros, desenvolvida para o transporte seguro da retroescavadeira entre diferentes frentes de atuação da Cooperativa, tanto em serviços de distribuição de energia quanto em atividades nas usinas.

O conjunto operacional possibilita uma ampla gama de aplicações nas atividades desenvolvidas diariamente pela Ceriluz. Entre os principais serviços que poderão ser executados estão:

• Escavação de valas e canaletas para redes de energia e aterramentos;
• Perfuração de solo para instalação de postes, estais, bases de transformadores e fundações;
• Rompimento de solos com martelo hidráulico em áreas rochosas ou compactadas;
• Movimentação e carregamento de materiais como terra, cascalho e insumos diversos;
• Terraplenagem e nivelamento de áreas operacionais;
• Apoio em situações emergenciais, como retirada de veículos atolados em estradas rurais.

De acordo com a direção da Cooperativa, o investimento representa ganhos importantes em produtividade, organização das frentes de trabalho e eficiência operacional, permitindo maior rapidez na execução de serviços e no atendimento às demandas do sistema elétrico.

Renovação da frota operacional

Além desse conjunto de máquinas, a Ceriluz também vem ampliando e renovando sua frota por meio de outros investimentos estratégicos. Recentemente, foram incorporados dois caminhões equipados para serviços de Linha Viva, destinados a intervenções em redes energizadas, permitindo a realização de manutenções sem interrupção no fornecimento de energia aos associados. Em 2025, a Cooperativa também reforçou sua mobilidade operacional com a aquisição de três caminhonetes Toyota Hilux, utilizadas em serviços de manutenção de redes, e quatro caminhonetes Fiat Strada, destinadas a atividades de apoio, atendimento comercial e logística interna.

A Ceriluz sedia nesta e na próxima semana, um treinamento técnico promovido pela Fecoergs, com recursos do Sescoop/RS, reunindo colaboradores de cooperativas filiadas à federação, totalizando 72 horas de formação. A capacitação contempla dois períodos consecutivos de atividades teóricas e práticas, abrangendo técnicas de Montagem de Estruturas Primárias e Secundárias, além de Condutores e Emendas. Os conteúdos são voltados à qualificação de eletricistas que atuam diretamente na construção, manutenção e operação de redes de distribuição de energia elétrica.

Na prática, o treinamento aborda desde a implantação de redes de baixa e média tensão — com instalação de postes, cruzetas e isoladores — utilizadas na distribuição final aos consumidores. Também inclui técnicas de lançamento, conexão e emenda de cabos elétricos, fundamentais para garantir a continuidade e a confiabilidade do fornecimento de energia.

202605 Montagem Estruturas 1Além dos aspectos técnicos, a formação está diretamente alinhada às normas de segurança do trabalho, especialmente à NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade) e à NR-35 (Trabalho em Altura). Essas normas estabelecem requisitos obrigatórios para a atuação no setor elétrico, abrangendo a prevenção de riscos, o uso correto de equipamentos de proteção e a execução segura de atividades em altura e em redes energizadas.

O treinamento é ministrado pelo instrutor Francisco Schneider, do SENAI. A proposta do curso é reforçar boas práticas, segurança no trabalho e padronização dos procedimentos adotados pelas cooperativas do sistema. Ao todo, participam 15 colaboradores, sendo 8 da Ceriluz, 4 da Certhil e 3 da Cerfox, promovendo também a integração e a troca de experiências entre as equipes.

A Ceriluz segue fazendo ajustes na rede trifásica localizada ao lado da BR-285, no trecho onde está ocorrendo a obra de duplicação da rodovia. Em uma nova etapa de trabalho, 16 postes serão deslocados, considerando o alargamento das pistas de tráfego de veículos. Atuam nas atividades equipes de construção de redes e equipes de Linha Viva.

As obras relativas à rede estão sendo realizadas em etapas, conforme o andamento dos trabalhos de duplicação da estrada e considerando as alterações de nivelamento do solo. Nessa etapa, serão modificados postes no trecho entre o trevo de entroncamento da BR-285 com a Avenida David José Martins até o trevo do aeroporto. Ao todo, até o final da duplicação, serão deslocados 9,5 quilômetros de redes — praticamente toda a extensão alterada da rodovia. Além do alinhamento das redes, alguns postes estão sendo substituídos por outros de maior porte em locais estratégicos.

Com o objetivo de evitar interrupções no fornecimento de energia durante a execução dessas intervenções na rede — até mesmo considerando que, nesses trechos, há concentração de empresas conectadas —, a Cooperativa vem utilizando com frequência as equipes de Linha Viva, que atuam com a rede energizada. Porém, nem sempre isso é possível, exigindo também alguns desligamentos. Quando eles são inevitáveis, a Cooperativa avalia a possibilidade de manobras, intercalando o fornecimento de energia pelas subestações Ijuí-1 e Ceriluz-3.