Está em vigor a nova versão do Regulamento de Instalações Consumidoras (RIC) para Média Tensão (MT), que traz um conjunto de normas para o serviço de distribuição de energia pelas cooperativas gaúchas, mas que também orienta a correta instalação elétrica nas Unidades Consumidoras (UCs) conectadas à rede da Ceriluz, especialmente no que se refere à implantação do quadro de medição e entradas de energia.
O RIC-MT estabelece as diretrizes técnicas para o fornecimento de energia elétrica em Média Tensão até 25 kV (mil volts), através da rede de distribuição aérea até as unidades consumidoras, bem como fixa os requisitos mínimos para as entradas de serviço das instalações consumidoras com carga instalada superior a 75 kW;
O novo regulamento já está disponível no site da Ceriluz, em www.ceriluz.com.br, em distribuição >> documentos >>downloads. “Todos os associados com projetos para novas instalações, reformas ou ampliações de instalações existentes, devem seguir as especificações técnicas contidas nos RIC’s, tanto de Baixa Tensão quanto de Media Tensão. Essas orientações se estendem também aos responsáveis técnicos que desejam apresentar projetos de execução de entradas de serviço das unidades consumidoras”, explica Nilson Mazzuranna, engenheiro eletricista, responsável técnico pelo setor de projetos da Ceriluz.
Assim como o RIC-MT, o RIC-BT (Baixa Tensão), também foi reformulado e a nova versão está à disposição dos associados desde o mês de fevereiro, também no site da Ceriluz. O RIC-BT aplica-se àquelas unidades consumidoras com carga instalada inferior a 75 kW. A Ceriluz adota o modelo de regulamento desenvolvido pelas cooperativas gaúchas, sob coordenação da Federação das Cooperativas de Energia e Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (FECOERGS), garantindo regras e padrões de fornecimento iguais a todas.
Para download dos documentos acesse AQUI.
Mais informações e a entrevista completa com o engenheiro letricista Nilson Mazzuranna em nosso Informativo Ceriluz.



A construção dessa rede tem como finalidade proporcionar o que é chamado no setor elétrico de “ponto de manobra”, ou seja, uma mudança de configuração de um circuito elétrico que permite a rede ser alimentada por duas frentes. As comunidades do município de Catuípe naquela região são abastecidas por meio da Subestação Ceriluz 01, localizada na Comunidade de Chorão, em Ijuí. Com esse incremento de rede, agora, elas também podem ser atendidas pela Subestação Ceriluz 02, de Santo Augusto. Esses pontos de manobra são essenciais para facilitar a manutenção das redes e sua operação eficiente, com menor impacto no fornecimento de energia aos consumidores. “Com essa possibilidade de conexão da região com a subestação de Santo Augusto é possível ter um melhor planejamento dos desligamentos programados, reduzindo o número de associados sem energia durante as interrupções”, garante o engenheiro eletricista. Mas ele salienta que ainda assim será necessário a realização de pequenas interrupções no fornecimento durante a obra para que ocorra a transferência da carga de uma subestação para outra.

“Nosso grupo ficou muito surpreso. Com certeza vamos levar esse relato e proporcionar também aos nossos alunos essa visitação, para que eles também entendam todo esse processo e que é possível gerar energia sem agressão ao meio ambiente e sem agressão ao meio social, porque não teve nenhum deslocamento de pessoas nessas usinas que a Ceriluz tem implantado em nossa região”, destacou.

A subestação contará com dois transformadores de 12,5 MVA cada. A SE Ceriluz IV será uma subestação rebaixadora, ajustando a tensão de 69 kV para 23,1 kV, que atenderá as regiões de Coronel Barros, Ijuí, Catuípe e Augusto Pestana, garantindo estabilidade no fornecimento de energia. Também terá interligação com as demais subestações da Ceriluz, permitindo manobras para restabelecer o fornecimento de energia aos associados com mais agilidade.
