Nesta terça-feira a construção do túnel adutor chegou a sua metade, ou seja, 1.465 metros, do total de 2.930 metros de extensão. Na ocasião, foram completos 830 metros escavados na região do emboque e 635 metros escavados no desemboque. A construção do túnel vem exigindo esforços consideráveis das equipes. Com variações na qualidade da rocha, o trabalho exigiu atenção especial para a consolidação das paredes, com atirantamentos e concretagens nas paredes e teto. A expectativa é que essa segunda metade apresente uma rocha de melhor qualidade, tendo sido superados os pontos mais críticos, conforme as análises das rochas feitas para o projeto.
Isso representa mais um marco importante para essa obra que se encontra em estágio avançado. Tendo iniciado em maio de 2022, a construção do barramento, da minicentral e da descarga de fundo foi concluída com êxito no mês de junho, marcando etapas cruciais do projeto.
A partir da conclusão da construção da barragem ocorreu a desmobilização das equipes de construção civil no local, que foram realocadas na área da Casa de Máquinas, na jusante do túnel. Os trabalhos nesse setor iniciaram no final de junho, incluindo etapas como limpeza, regularização da rocha, instalação de chumbadores e armações, para posterior concretagem.
A PCH Linha Onze Oeste está em construção em Coronel Barros, na comunidade que lhe dá nome. Ela terá capacidade instalada de 23,6 Megawatts (MW).




Interrupções no fornecimento de energia


O coordenador do Projeto Água Viva, Romeu de Jesus, guiou as visitas, explicando os processos e destacando a relevância da preservação das nascentes para a conservação da água, vital para a geração de energia. As visitas fazem parte do esforço do Projeto Água Viva em envolver escolas da região na sua missão de promover a conscientização ambiental e ações práticas para proteger as nascentes.
A Websérie "Energia Fazendo História" buscou revelar momentos cruciais que moldaram a Cooperativa ao longo das décadas. Ela retratou desde os primeiros anos de trabalho, quando a desconfiança sobre o papel de uma cooperativa na distribuição de energia no meio rural pairava, até os esforços incansáveis dos colaboradores e diretores para garantir a eletricidade em áreas com nenhuma infraestrutura ou precária. O último episódio trouxe como destaque a participação do presidente Iloir de Pauli, que está próximo de completar 50 anos na Cooperativa, onde atuou com colaborador e como diretor. “Qual era a função da Ceriluz lá atrás? Era levar energia e fazer pessoas felizes! E qual é o futuro da Ceriluz? Ela vai continuar levando energia, internet [...] e vai continuar fazendo pessoas felizes com esse trabalho que for feito”, concluio o presidente.