A Ceriluz realizou trabalho de limpeza no canal e na grade do túnel de adução da PCH RS-155, usina localizada na comunidade de Santana, interior de Ijuí. A atividade é fundamental devido ao acúmulo natural de resíduos ao longo dos anos de operação. No total, estima-se a retirada de aproximadamente dez metros cúbicos de galhos e árvores trazidos pelo leito do rio. Contudo, também foi removido material inorgânico, fruto do descarte irregular de resíduos no Rio Ijuí e seus afluentes.
O acúmulo desses detritos no canal - especialmente na grade de proteção na entrada do túnel - obstrui o fluxo da água, comprometendo diretamente a eficiência da usina. Antes da intervenção, calculava-se que a obstrução mantinha a geração cerca de 1,0 Megawatt (MW) abaixo de sua capacidade nominal, que em condições plenas é de 5,9 MW. Em operação desde agosto de 2012, esta é a segunda grande intervenção de limpeza realizada no local nos últimos anos.
A limpeza não é um processo simples e exige mão de obra qualificada. O trabalho contou com a contratação de uma equipe de mergulhadores especializados, que realizaram o “resgate” do material depositado no fundo do canal e preso às grades, acondicionando-o em um cesto de extração. Este cesto, por sua vez, era içado por um guindaste para a destinação correta: o material orgânico permanece no terreno para decomposição natural, enquanto o resíduo inorgânico é encaminhado para descartes específicos, conforme sua composição.
O presidente da Ceriluz Geração, Valmir Elton Seifert, destacou a relevância estratégica da manutenção. “Essa era uma intervenção necessária, um cuidado que devemos ter com nossas usinas para garantir resultados efetivos à Cooperativa. Estamos buscando otimizar o que já temos em operação e extrair o máximo de eficiência antes de partirmos para novas obras”, afirmou Valmir.
Complementando a visão técnica, o engenheiro mecânico Giancarlo Dias alerta que, além da perda financeira pela queda na produção, o acúmulo de resíduos oferece riscos estruturais. “Por mais que as grades façam a proteção retendo o material pesado, sempre há o risco de detritos passarem e atingirem as turbinas. Isso pode causar danos ou desgastes aos equipamentos, exigindo paradas emergenciais e manutenções corretivas de alto custo. Também vale destacar que ainda há o risco da grade se curvar e ser tragada para dentro do túnel, ocasionando problemas ainda maiores”, explica Giancarlo.
A equipe responsável pelo serviço foi composta por três bombeiros mergulhadores de Pato Branco, Paraná, que se revezaram nas imersões. A limpeza na grade atingiu a profundidade de aproximadamente 10 metros.
