Nessa segunda-feira, 25 de julho, a Ceriluz realizou importante obra visando qualificar o fornecimento de energia aos associados dos municípios de Augusto Pestana e Jóia. Na rede alimentadora que abastece unidades consumidoras daquela região as equipes técnicas realizaram a substituição de um banco de reguladores de tensão de energia. Ocorreu um aumento de potência, com a substituição de três equipamentos, de 144 quilovolt/ampere (KVA) cada, por outros três, de 288 KVA, dobrando assim sua capacidade.
Os reguladores de tensão têm como função principal manter a tensão dentro dos limites exigidos pelo sistema elétrico que está alimentando, evitando oscilações na energia que chega na Unidade Consumidora. Conforme o departamento técnico da Cooperativa, a substituição desses equipamentos foi necessária considerando o aumento de carga registrado naquela região, a partir de investimentos realizados pelos proprietários rurais, especialmente na ampliação e qualificação de atividades voltadas à produção leiteira, o que deixou os equipamentos antigos em seu limite. Com o investimento, superior a R$250 mil reais, a Ceriluz dá margem para a ampliação de carga pelos associados sem impactos na qualidade da energia.
A substituição foi realizada pela Equipe Técnica de Linha Viva, ou seja, sem necessidade de interrupção no fornecimento de energia aos associados. A equipe é qualificada e usa equipamentos apropriados para atuar com a rede energizada. Os reguladores de tensão retirados passarão por manutenção preventiva, na oficina da cooperativa, e serão reutilizados posteriormente em novo projeto na região de Santo Augusto, em andamento para suprir o aumento de carga a partir de investimentos em pivôs de irrigação.





Conforme o presidente da Ceriluz Geração, Iloir de Pauli, a cooperativa sempre está em busca de inovações para gerar energia, pensando em reduzir seus impactos e custos. E esse sistema, segundo ele, promete atender esses dois objetivos. “O produto que nos foi apresentado é interessante para a implantação de CGHs [Centrais Geradoras Hidrelétricas], podendo ser usado em locais com pouco volume de água e baixas quedas, simplificando bastante o processo de implantação destas usinas”, afirma Iloir. Entre os diferenciais está a não necessidade de implantar casas de máquinas, o que reduz o custo da obra civil de uma usina. Conforme Iloir, essa economia pode chegar a 30% em relação a um empreendimento tradicional. O presidente da Higra, Silvino Geremia, confirma que são turbinas menores que não necessitam de grandes obras para sua instalação. “São turbogeradores anfíbios que podem trabalhar tanto dentro quanto fora da água e que podem simplificar muito as instalações, principalmente em pequenas quedas, não exigindo muita obra, com baixo custo de instalação”, complementa Silvino.

Para estimular o uso desses veículos de locomoção no dia a dia, a ação “Leve a Cooperação na Garupa” vai promover um encontro aberto à comunidade na Praça da República, em Ijuí, com diversas atividades voltadas a pessoas de todas as idades, de crianças a idosos. Entre elas, dois circuitos exclusivos para esses meios de locomoção alternativos. Um primeiro, para iniciantes, no centro da cidade com aproximadamente 1,5 quilômetros (km). Outro, para ciclistas experientes, com 18 km. Denominado de Circuito das Usinas, ele partirá da praça, passando pela PCH Ijuí Centenária e se estendendo até a PCH José Barasuol, usinas da Ceriluz. Trata-se de um percurso de nível difícil, pela distância e por ser percorrido em sua maior parte em estrada de chão batido. Para esse circuito estão engajadas as associações de ciclistas de Ijuí, que coordenarão o deslocamento no trajeto. A distância mencionada inclui apenas a ida até a PCH José Barasuol, sendo o retorno de responsabilidade de cada participante, podendo ser feita de bicicleta ou com veículo particular.