Tomaram posse na sexta-feira, 24 de novembro, os novos integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, para a gestão 2023-2024. Os novos membros foram eleitos no dia 05 de outubro, em eleição que envolveu todos os colaboradores da Ceriluz com uma urna fixa no setor de Segurança do Trabalho e outra circulando pelas dependências da Cooperativa.

A CIPA passa a ser presidida por Alessandro Altíssimo, tendo como vice-presidente Márcio Fernandes de Lima. Foram eleitos como titulares, Eliseu da Motta e Marcos Jappe, e como suplentes, Iraldir dos Santos e Pedro Steiernagel. Além dos eleitos pelos colaboradores a comissão é composta também por integrantes indicados pela direção da Cooperativa. Os titulares são Fábio Barreto da Chaga e Leandro Carlini, e os suplentes Leandro Gieseler e Marlon Seidl.

2023cipa 1A posse se deu logo após eles receberem treinamento para a função, com carga de 16 horas, nos dias 23 e 24 de novembro, realizado pela Empresa PrevSul, sob coordenação do técnico em segurança do trabalho Paulo Fernando da Costa e da enfermeira Jairana Cavalheiro Pereira. A comissão tem como incumbência identificar situações de risco nas dependências da empresa e no dia a dia de trabalho das equipes, buscar medidas de manutenção da saúde e da integridade física dos colaboradores e promover ações de educação e conscientização.

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Ainda falando em segurança, no sábado, 25 de novembro, foram realizados na área do estacionamento da Cooperativa os Ensaios de Emissão Acústica nos Guindastes Hidráulicos Articulados dos veículos utilizados em campo. O objetivo foi inspecionar o equipamento em toda a sua totalidade, permitindo avaliar o aparecimento de trincas, defeitos em soldas e possíveis vazamentos. Os ensaios foram feitos em quatro caminhões da frota, coordenados pela empresa Hits Acústico e executado pelo técnico Felipe Gomes e pelo engenheiro mecânico Carlos Henrique Ramos.

A Cooperativa quer reforçar a relação com seus associados Grupo A, reavaliando valores de venda de energia, ao mesmo tempo que buscará consumidores de todo o Brasil. Inserção nesse mercado é possível a partir da Ceriluz Geração e a energia gerada em suas usinas.

A Ceriluz está oportunizando aos seus associados classificados como Grupo A (Alta Tensão) - e também não associados – firmarem contratos de compra de energia a partir das novas regras do chamado Mercado Livre de Energia. Em setembro de 2022 o governo federal publicou uma portaria que permite a migração dos consumidores ligados em Alta Tensão para o Mercado Livre, onde todos os consumidores denominados de Grupo A poderão escolher de qual comercializador ou gerador comprarão sua energia. A ceriluz quer ser a primeira opção, especialmente entre seus associados. “O mercado Livre de Energia é um novo desafio aqui dentro da Ceriluz, mas que a gente está encarrando também como uma grande oportunidade de negócio, pois vai permitir à Cooperativa rever valores com seus associados, ao mesmo tempo que cativar outros consumidores dentro desse mercado”, avalia Fernando Mülhlbeier Wielens, gerente administrativo da Ceriluz.

Fernando Wiellens 02A Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Social Ltda. – Ceriluz Geração está habilitada a comercializar energia elétrica com qualquer consumidor Grupo A do Brasil, porém, cada situação precisa ser vista individualmente. Apesar de as novas regras de ingresso no Mercado Livre preconizaram janeiro de 2024 como data início, cada consumidor de Alta Tensão possui contratos estabelecidos junto ao seu fornecedor atual. E esse contrato precisa ser cumprido, sob risco de penalizações. “O consumidor Grupo A assinou dois contratos com a distribuidora. O de uso do sistema, que permanece o mesmo, e o contrato de compra de energia regulada, que tem vigência de doze meses. Então cada caso precisa ser estudado, porque dependendo da data o consumidor vai precisar esperar no mínimo 180 dias para fazer essa migração, cumprindo o prazo contratual vigente”, explica Fernando.

A compra de energia pelo mercado livre permite aos consumidores buscarem vantagens econômicas, visto que eles podem optar por tarifas mais acessíveis, possibilitando redução no custo da energia. Por isso, Fernando solicita que qualquer consumidor do Grupo A, associado da Ceriluz ou não, procure a Cooperativa para entender esse mercado e ver as possibilidades de negociação. “Salientamos a todos que estão pensando em migrar ou querem mais informações, que nos procurem. No caso dos associados já temos seu histórico e podemos fazer uma simulação. Aqueles consumidores que não são associados também nos procurem. Com base em suas informações vamos traçar seu perfil de consumo e definir uma proposta para venda de energia”, orienta o gerente administrativo.

A possibilidade de compra de energia no Mercado Livre existe no Brasil desde 1998, mas as regras para migração restringiam a contratação para grandes consumidores, com demanda acima 1.000 quilowatts (kW), ou 500 kW no caso de fontes renováveis. Essa compra de energia se refere exclusivamente a Energia Elétrica, sendo que o serviço de distribuição de energia segue sendo prestado pela distribuidora local, detentora da concessão de distribuição na área onde o consumidor se insere.

A Ceriluz realizou recentemente a substituição de um relé de proteção de um dos módulos transformadores da Subestação Ceriluz 02 – Aparício Piccinin, localizada na comunidade de São Jacó, interior de Santo Augusto. O módulo era controlado por dois relés sendo que um deles apresentou defeito. A complexidade da operação se deu pelo fato de, ao buscar um substituto no mercado, as equipes de engenharia não terem encontrado o mesmo modelo, não mais fabricado. Contudo, o fato se mostrou positivo, uma vez que foi feita a aquisição de um modelo mais novo que acabou por substituir os dois relés existentes. Além do dispositivo para imediata substituição ao danificado, foi comprado um segundo equipamento com a finalidade de reserva para problemas futuros, mesma situação dos outros dois retirados - o que estava em operação e o defeituoso - que foram avaliados e encaminhados para manutenção. A substituição dos relés antigos por um relé novo exigiu adequações ao projeto, incluindo alterações em seu sistema operacional.

2023 RelSE023O relé desempenha um papel crucial na identificação de defeitos no módulo do transformador e sua imediata proteção, evitando danos significativos. A queima de um dos transformadores poderia comprometer o abastecimento de energia, considerando que o transformador restante pode não suportar a demanda de energia das unidades consumidoras conectadas. A Subestação, em operação desde julho de 2015, atualmente opera com uma potência de 22,5 Megavolt-ampére (MVA) - divididos em dois transformadores, um de 12,5 MVA e outro de 10 MVA – e desempenha um papel crucial no fornecimento de energia para mais de duas mil famílias em Santo Augusto, Chiapetta, Nova Ramada, Inhacorá e outros municípios próximos. A região, predominantemente rural, é caracterizada por propriedades que utilizam sistemas de pivôs de irrigação central, demandando uma oferta consistente de energia, especialmente durante o verão. A ocorrência de um dano em um dos transformadores exigiria manobras para garantir o abastecimento, até a instalação de um transformador reserva ou mesmo a manutenção do original. Quando entrou em operação a Subestação tinha uma potência instalada de 10 MVA, carga que já foi ampliada em duas oportunidades, até chegar aos atuais 22,5 MVA.

Este trabalho de manutenção não apenas preserva a confiabilidade do sistema elétrico, mas também garante a continuidade do fornecimento de energia para a comunidade, minimizando possíveis impactos decorrentes de falhas nos transformadores.

Com a ocorrência de vendavais localizados as equipes da Ceriluz registraram a quebra e tombamento das redes, inúmeros rompimentos de cabos de energia e internet, além de casos isolados em todas as regiões dentro da sua área de ação. Os registros mais graves se deram entre quarta e sábado.

Na quarta-feira (15) à noite os registros iniciaram por volta das 22 horas. Foram 205 ocorrências, sendo que a região mais afetada compreendeu as comunidades de Alto da União e Barreiro, em Ijuí, e todo o interior de Augusto Pestana. Essas ocorrências foram normalizadas em aproximadamente 24 horas. 

Já na sexta-feira (17), por volta das cinco horas da manhã, a Ceriluz registrou novas falhas no fornecimento de energia. Dessa vez foram aproximadamente 119 ocorrências, quando a situação mais grave aconteceu no município de Catuípe, nas comunidades de Bom Sucesso, Nova Esperança e arredores, onde fortes rajadas de vento causaram danos expressivos em residências e galpões, atingindo também as redes de distribuição de energia. O trabalho de normalização novamente se estendeu até a noite.

As equipes mal tinham encerrado as ocorrências de sexta-feira e na madrugada de sábado (18h), pelas 02h da madrugada, houve novos registros de temporais, desta vez atingindo de forma mais grave os municípios de Ijuí, Ajuricaba, Nova Ramada e Chiapetta, compreendendo as comunidades de Floresta, Santana, Vila Mauá, Esquina Bom Sucesso, Linha 18, Formigueiro, entre outras. Foram 215 ocorrências entre o sábado e o domingo.

Nesses três dias de temporais foram contabilizados 23 postes substituídos, 23 cruzetas, 69 isoladores, além de quatro transformadores queimados. No total, nesse período, foram registradas 539 ocorrências emergenciais, de um total de 917 no mês de novembro. Com esses números, já foram superadas as ocorrências de outubro - também um mês bastante desafiador - quando foram registradas 851 ocorrências emergenciais. Os principais danos foram causados por quedas de árvores e galhos sobre as redes, ocasionando postes quebrados ou caídos, cruzetas e isoladores danificados e cabos rompidos. Além disso, foram registrados a queima de transformadores e o desarme de chaves por raios e curto circuitos.

Serviço de Internet – Os problemas relatados acima se referem apenas ao serviço de distribuição de energia, mas eles crescem se incluirmos o provimento de internet, também afetado. Toda a rede de fibra óptica utiliza os postes de energia da Cooperativa e, toda vez que os postes caem há o rompimento também dos cabos de fibra. Árvores ou galhos sobre as redes também danificam todo o sistema. Também nesse período de três dias de intempéries, foram 525 ocorrências de falhas de conexão, segundo as equipes da Ceriluz Provedora de Internet.  

Dificuldades no atendimento – Imediatamente após as ocorrências nas redes a Central de Operação da Distribuição (COD) já recebe as notificações pelo sistema automatizado, mobilizando as equipes de trabalho, seja dia, noite, esteja chovendo ou ventando. São grandes os desafios para a solução dos problemas, especialmente para identificação dos danos e a chegada até eles. As equipes enfrentam dificuldades de acesso como galhos e árvores nas estradas, córregos e rios transbordando e atoleiros, uma vez que grande parte dessas redes se localizam em lavouras. Em muitas situações contam com o apoio de pessoas das comunidades, que auxiliam com tratores para desatolar e deslocar as equipes.

Sempre que ocorrem situações assim, a estratégia de trabalho das equipes se dá em resolver primeiro os problemas nas redes alimentadoras principais, que impactam um número maior de usuários de energia. Após, dedicam esforços à solução dos casos isolados. Os dias seguintes aos serviços emergenciais são de revisão das redes para correção de possíveis falhas que possam persistir e causar falhas no abastecimento de energia posteriores.

Crédito das fotos: Colaboradores Ceriluz

Ceriluz, Grupo de Arte e Cultura Nativa Amigos do Rio Ijuí (GACNRI) e a Colônia de Pescadores Z-18, realizaram no sábado, 11 de novembro, um ato de soltura de alevinos no Rio Ijuí, na área da barragem da PCH Linha Onze Oeste, empreendimento que está em construção no município de Coronel Barros. No local foram liberados ao leito do rio aproximadamente 3,5 mil peixes das espécies nativas grumatã e jundiá, contribuindo com o repovoamento do rio.

O Grupo de Arte e Cultura Nativa Amigos do Rio Ijuí é reconhecido pela realização do festival Pesqueiro da Canção, mas, conforme seu presidente, Gilmar Pole, o grupo tem entre seus objetivos expandir suas ações para além da música a partir do seu projeto socioambiental e cultural. “Dentro desse projeto, uma das propostas é atuarmos de uma forma mais efetiva junto ao meio ambiente e, considerando que nossos eventos acontecem junto ao rio Ijuí, optou-se por fazer a soltura dos alevinos para repovoar esse rio que nos é muito caro, contribuindo para o agora e para o futuro também”, explica Gilmar.

A Ceriluz esteve representada pelo presidente da Ceriluz Distribuição, Guilherme Schmidt de Pauli, que destacou esse ato como simbólico na luta por desmistificar a ideia de que usinas geram significativos impactos ambientais. “Com ações como essa a gente quer mudar aquele olhar de que empreendimentos como este geram muitos danos ambientais. Uma obra gera intervenções no ambiente, mas medidas compensatórias são adotadas, não só anulando, mas qualificando o ambiente já existente nesses locais. Por isso que nossas CGHs e PCHs geram energia limpa, renovável, a base de água que ainda é nossa principal matriz energética no Brasil”, avalia Guilherme.

Além dos representantes da Ceriluz e do Grupo de Arte e Cultura, estiveram representados no local os poderes Executivo e Legislativo dos municípios de Ijuí e Coronel Barros. Após a soltura, aproximadamente 40 pessoas, integrantes do grupo, participaram de uma visita orientada na obra da usina, conhecendo barragem, túnel de adução e Casa de Máquinas.

Desde outubro de 2017, a Ceriluz – Cooperativa Regional de Energia e Desenvolvimento Ijuí Ltda. – ostenta a certificação ISO 9001, uma norma internacional que regula processos de trabalho em prol da qualidade. Para manter esse reconhecimento, a cooperativa deve atender a diversos critérios, priorizando a excelência em suas operações. Dentre eles, o Manual de Qualidade ISO 9001, estipula que os serviços da cooperativa sejam avaliados por pesquisas de satisfação.

Após atendimentos - sejam eles de reclamações ou serviços prestados - os atendentes precisam alcançar um número mínimo de pesquisas realizadas entre os associados que contataram a cooperativa por seus canais. Esses índices variam de acordo com a natureza do serviço ou atendimento.

Essas pesquisas são conduzidas mensalmente, com os atendentes entrando em contato com os associados após a conclusão de suas solicitações. Entretanto, a Cooperativa enfrenta dificuldades em atingir suas metas devido a desafios na comunicação com os associados. Até recentemente, esses contatos eram realizados exclusivamente por telefone. Buscando tornar o processo mais eficiente, tanto para a cooperativa quanto para os associados, a Cooperativa implantou o modelo de pesquisa via WhatsApp.

Portanto, a Ceriluz solicita aos associados que tenham feito alguma solicitação à Ceriluz que fiquem atentos à possibilidade de receber a pesquisa. A mensagem enviada pela Ceriluz pelo WhatsApp (número 3331 9101) convida o associado a participar da pesquisa, fornecendo um link de acesso. A mensagem e a pesquisa estão devidamente identificadas com a logomarca e CNPJ da Ceriluz, garantindo autenticidade. As perguntas são de múltipla escolha, fáceis de responder e referem-se exclusivamente aos serviços prestados pela Cooperativa, sem solicitar dados pessoais.