A estrutura física da Ceriluz está preparada para atender da melhor maneira possível o seu associado, independente do local onde ele esteja sediado dentro dos 23 municípios onde a Cooperativa atua. Atualmente todo o sistema de distribuição de energia é composto por postes de concreto e equipamentos de primeira geração, como transformadores e religadores automáticos. Em 2012 a Ceriluz teve um ano agitado em termos climáticos e registrou graves ocorrências, especialmente no segundo semestre. Mas a Cooperativa e suas equipes estavam preparadas para minimizar os efeitos dos temporais ocorridos, repondo imediatamente cabos rompidos, postes quebrados ou equipamentos danificados. Conheça um pouco mais do funcionamento do sistema de distribuição de energia da Ceriluz.
A infraestrutura de distribuição de energia está distribuída atualmente em uma rede de 4.178 quilômetros, que percorre uma região formada por 23 municípios, principalmente o meio rural, mas também consumidores industriais, comerciais, residenciais urbanos e órgãos públicos. Estas linhas de distribuição estão apoiadas atualmente em 40.608 postes, uma média de 9,7 postes por quilômetro. Importante ressaltar que todos estes postes são de concreto já que os de madeira foram substituídos há muitos anos e todos os novos obedecem a esta padronização.
Um sistema de distribuição de energia tem início em uma subestação. Trata-se de uma instalação elétrica de alta potência, contendo equipamentos para transmissão e distribuição de energia elétrica, além de equipamentos de proteção e controle. Durante o percurso entre as usinas e os consumidores, a eletricidade passa por diversas subestações, onde transformadores aumentam ou diminuem a sua tensão, de acordo com a necessidade. Ao elevar a tensão elétrica no início da transmissão, os transformadores evitam a perda excessiva de energia ao longo do percurso. Ao rebaixarem a tensão elétrica perto dos centros urbanos, permitem a distribuição da energia por toda a cidade. O sistema de distribuição de energia da Ceriluz está conectado a uma subestação própria no distrito de Chorão e nas subestações da RGE, uma em Ijuí e outra em Santo Augusto. Em breve irá conectar-se também a nova subestação da Eletrosul, em Ijuí. Estas subestações recebem a energia em alta tensão e a rebaixa para média tensão. Dali ela vai até nove grupos alimentadores espalhados em toda a região de atuação da Cooperativa, sendo função destes grupos redirecionar esta energia por diversos ramais para os inúmeros associados.
Apesar de mais baixa, a tensão utilizada nas redes de distribuição ainda não está adequada para o consumo residencial imediato. Por isso, se faz necessária a instalação de transformadores menores, instalados próximos as unidades consumidoras, sejam elas residências, comerciais e outros locais de consumo. A Ceriluz possui um total de 3.701 transformadores monofásicos e 772 trifásicos que se destinam a rebaixar a tensão para ser entregue aos associados da Ceriluz, de modo que essa energia possa ser consumida sem danos aos equipamentos. A energia chega à subestação em 69 mil volts, quando sai dela está em 23.100 volts e é rebaixada mais uma vez nos transformadores para 220 volts, tensão consumida por nossos aparelhos eletrodomésticos.
São encontrados ainda nas redes de distribuição de energia da Ceriluz os religadores automáticos, num total de 79. Os religadores são equipamentos de proteção, que protegem o sistema de distribuição contra sobrecargas. Como as redes de distribuição de energia são formadas por cabos nus, ou seja, sem isolamento, há situações como toques de galhos de árvores que podem provocar curto-circuitos. Estes problemas, no entanto, podem ser transitórios, sendo que, quando o galho desencosta do cabo, ele se acaba. Os religadores automáticos servem justamente para verificar se o problema é transitório ou permanente uma vez que interrompem o circuito quando ocorre um curto-circuito e religa-o após um pequeno intervalo de tempo (da ordem de segundos ou menos), proporcionando, com isso, alta probabilidade de desaparecimento do defeito.
No ano de 2012 a Ceriluz investiu muito nas redes de distribuição, seja construindo novas ou na manutenção das antigas. O investimento total foi de R$3.670.721 apenas em materiais e equipamentos. Para garantir o seu perfeito funcionamento, porém, a Cooperativa depende ainda da capacidade de suas equipes de trabalho, compostas por técnicos especializados e engenheiros qualificados para atuar em momentos de adversidades, como os registrados nos temporais. Atualmente há 52 colaboradores contratados para a operação e manutenção de redes; cinco para o setor de projetos; onze para o setor de Medição; oito atendentes no Centro de Operação da Distribuição (COD) e nove telefonistas para a Central de Teleatendimento. Aliados às tecnologias implantadas na infraestrutura, todos estes colaboradores trabalham para deixar os associados o menor tempo possível sem energia no caso de problemas nas redes.