SETOR AGROPECUÁRIO SEGURA DEMANDA DE ENERGIA ENTRE COOPERATIVAS

DSC 0235O primeiro semestre de 2020 trouxe grandes desafios à economia no Estado e no País, considerando fatores como a estiagem e a pandemia do coronavírus. Um termômetro dessas condições acaba sendo o setor elétrico, que registra essas mudanças pela demanda dos seus consumidores. Considerando a distribuição de energia entre as cooperativas filhadas à Federação das Cooperativas de Infraestrutura do RS – FECOERGS, houve um acréscimo na ordem de 8,08%, número que vai na contramão do consumo de energia no Brasil, que caiu 11% no período.

Na semana em que se comemora o Dia do Colono e Motorista, o setor produtivo segue mostrando sua força, afinal, foi ele quem segurou os índices positivos de crescimento entre as cooperativas. A chamada Classe Rural apresentou aumento de demanda na ordem de 15,44% no primeiro semestre de 2020, comparado com o mesmo período de 2019. Na Ceriluz esse crescimento foi de 21,46% representando a continuidade das atividades agropecuárias, essenciais para a sobrevivência humana, mesmo durante a vigência do coronavírus.

Algumas classes, no entanto, foram atingidas negativamente pela situação. Os maiores impactos foram registrados nos setores comercial e industrial. O setor comercial apresentou uma queda de consumo na ordem de 5,57%. Na área de ação da Ceriluz, essa queda foi um pouco maior, de 7,32%. Já o setor industrial apresentou um crescimento pequeno, de 2,42% no período comparativo. Para a área de ação da Ceriluz, esse crescimento foi de 6,35%, em parte explicado pelo fato das principais indústrias abastecidas pela Cooperativa estarem relacionadas ao agronegócio.

Outro número a se considerar é o incremento de demanda da Classe Residencial nos números da FECOERGS, de 8,38%, representando uma maior permanência das pessoas em suas casas, durante o período da pandemia.

Para saber mais, ouça o Informativo Ceriluz da semana passada, que traz uma entrevista com o superintendente da FECOERGS, José Zordan, sobre o assunto.