GERAÇÃO DE ENERGIA CAI, MAS RESULTADOS SÃO CONSIDERADOS MUITO BONS

Geração 2016O ano de 2016 foi bastante positivo para a geração de energia da Ceriluz, apesar de não ter batido mais um recorde, o que havia feito no ano anterior. Nos doze meses de 2016 a Ceriluz gerou um total de 133 milhões de quilowatts-hora (kWh) em suas três usinas: As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) José Barasuol e RS-155 e a Central Geradora Hidrelétrica (CGH) Nilo Bonfanti. Esse número é 9% inferior ao ano de 2015. O fator determinante para essa diferença foi o clima, uma vez que as usinas funcionaram normalmente nos dois períodos.

No primeiro semestre do ano os gestores da Cooperativa chegaram a cogitar a possibilidade das usinas baterem mais um recorde, com os números superando os resultados de 2015. Entre janeiro e maio a produção de 2016 chegou a ser 12% superior a de 2015, porém, nos meses seguintes, o gráfico apresentou uma linha descendente. A maior diferença se deu no mês de dezembro, quando se registrou uma queda significativa da produção em razão da redução dos índices pluviométricos que baixaram os níveis dos rios. Naquele mês, em 2016, foram gerados 8,4 milhões de kWh, enquanto que em 2015 essa produção foi de 13,3 milhões de kWh.

O engenheiro eletricista João Fernando Costa relata que o índice de geração é muito favorável, sendo que todas as usinas superaram suas Garantias Físicas, ou seja, a geração média considerada satisfatória. Em termos de rendimento por usina, a PCH José Barasuol foi a que alcançou maior resultado, considerando seu porte. Esta usina alcançou uma produção de 90,8 milhões de kWh, somando as produções da Casa de Máquinas Principal e também da Minicentral Hidrelétrica. Já a PCH RS-155 gerou um total de 37,9 milhões de kWh. Essas duas usinas estão localizadas no rio Ijuí. Por sua vez, a CGH Nilo Bonfanti, localizada no rio Buricá, fechou sua produção em 4,2 milhões de kWh.

João Fernando explica que os últimos anos têm sido favoráveis apara a geração de energia graças ao aumento do nível dos rios. “Existe um estudo hidrológico realizado desde 1940, pelo qual a gente faz uma Média a Longo Termo e, hoje, a vazão nos rios Ijuí e Buricá - onde estão implantadas nossas PCHs - está 20% acima da vazão média”. Outro fator importante é a efetividade das máquinas que vêm funcionando sem grandes problemas técnicos, resultado da manutenção preventiva realizada pelas equipes da Cooperativa, conforme o engenheiro eletricista.

Esses números referem-se exclusivamente as usinas pertencentes integralmente à Ceriluz Geração. Não está somada a produção alcançada pela CGH Agudo, construída no município de Zortéa, em Santa Catarina. Isso porque, além da Ceriluz ter sociedade na SPVR Geração de Energia, proprietária da mesma, a produção durante o ano passado ainda não foi significativa, considerando que ela operou em fase de testes, para regulagem das máquinas. A partir do momento que esta usina entrar em funcionamento pleno, 40% da sua produção passará a fazer parte dos resultados da Ceriluz.

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