CLASSE RURAL ALAVANCOU CONSUMO DE ENERGIA EM 2016

Imagens aéreas 11 siteApós apresentar queda na comercialização de energia elétrica no ano retrasado, em 2016 – quando tanto se falou em crise – a Ceriluz apresentou crescimento na demanda. Conforme levantamento realizado pelo Setor de Faturamento da Cooperativa, os associados consumidores exigiram um fornecimento de energia 5,14% maior no ano que passou. Enquanto que em 2016 foram consumidos 121,2 milhões de quilowatts-hora (kWh), no ano anterior essa demanda havia sido de 115,3 milhões de kWh. Contudo, considerando a média dos dois últimos anos, o crescimento foi de 1,9%, uma vez que, em 2015, comparado a 2014, o consumo havia sido 3,2% negativo.

Esse crescimento teve como principal fomentador o setor primário, que além de representar a maior parcela da energia comercializada pela Ceriluz, 42,2%, também foi quem apresentou maior crescimento, alcançando o resultado positivo de 10,2%, totalizando 51,2 milhões de kWh exigidos. Esse resultado se torna ainda mais significativo considerando que entre os anos de 2014 e 2015 essa classe havia apresentado queda no consumo de 7,7%.

O crescimento do consumo de energia elétrica pelo agronegócio segue a lógica do clima, conforme o diretor secretário da Cooperativa e produtor rural, Romeu Ângelo de Jesus. Ele explica que 2015 foi um ano muito favorável em termos de chuva, quando elas foram bem distribuídas durante os doze meses. Já 2016, apesar dos agricultores não poderem se queixar da falta dos índices pluviométricos, as precipitações não tiveram uma distribuição tão equilibrada. “Tivemos a experiência de 2015, onde, no agronegócio, devido ao comportamento de temperaturas e chuvas, não foi exigido uma distribuição de energia mais frequente para a irrigação. Já em 2016 tivemos um mês de dezembro de temperaturas altas e uma espécie de veranico, quando tivemos uma demanda de consumo bem interessante com nossos agricultores fazendo uso de seus equipamentos de irrigação, elevando o consumo”, explica Romeu. O secretário fala com base em números. De acordo com o levantamento do Setor de Faturamento, o consumo de energia por consumidores irrigantes cresceu 140,6%, passando de um consumo de 2,9 milhões de kWh em 2015 para 7,1 milhões de kWh em 2016. Além do consumo individual houve ainda o incremento de nove Unidades Consumidoras Irrigantes no ano passado.

Se compararmos o consumo mensal, o mês de dezembro apresentou a maior demanda, com um total de 12,1 milhões de kWh distribuídos, seguido de fevereiro, que alcançou os 10,9 milhões de kWh. O maior consumo de energia na Cooperativa, de forma geral, sempre se deu nos meses quentes. Entre os meses de janeiro e abril de 2016 o consumo médio foi de 10,4 milhões de kWh. Na sequência, entre maio e setembro, a média de consumo foi de 7,5 milhões de kWh. O final do ano novamente teve crescimento no consumo, com média de 10,8 milhões de kWh consumidos entre outubro e dezembro.

Consumo da Classe Industrial cresceu, enquanto que Comercial encolheu

A Classe Rural é seguida de perto pela Classe Industrial na demanda por energia e consumiu 38,8% do total da energia fornecida pela Ceriluz, totalizando 46,6 milhões de kWh exigidos, apresentando crescimento de 3,3% em relação ao ano de 2015.

As demais classes representam um consumo menor de energia, com destaque à Classe Comercial, cujo consumo foi de 11,5 milhões de kWh, queda de 6%, e a Residencial, que apresentou demanda de 3,3 milhões de kWh, crescendo 8,1%, em comparação ao ano anterior.

Romeu de Jesus acrescenta que o crescimento da demanda de energia por parte dos associados da Ceriluz vem sendo constante, com algumas exceções, como o ano de 2015. “Ficamos satisfeitos porque conseguimos atender o nosso associado na sua necessidade. Essa é a nossa missão: quando o associado tiver a necessidade, nós precisamos ter a capacidade de atendê-los com o nosso produto e o nosso serviço”, conclui ele.