INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS EXIGE ATENÇÃO À CARGA ELÉTRICA INSTALADA

ordenha-mecanica01Ampliar a capacidade de produção de uma empresa ou propriedade rural exige investimentos, o que normalmente inclui novos equipamentos. Um exemplo típico registrado pela Ceriluz: um produtor de leite que, para ampliar a sua produção, precisa adquirir mais vacas, ordenhadeiras e um resfriador de maior capacidade. Porém, nestes casos, o investidor precisa se atentar para outro fato importante para essa ampliação na produção: a demanda de energia elétrica disponível.

O empresário ou produtor rural não está errado em querer ampliar a sua produção e, consequentemente, seus resultados. A Ceriluz, inclusive, quer ser parceira nesse projeto. Para isso deixa o alerta para que antes de comprar e instalar novos equipamentos o associado primeiro informe para a Cooperativa a sua pretensão, para que ela possa fazer a análise da demanda disponível para cada caso, ou mesmo, verificar se a instalação na sua propriedade está feita de forma adequada para esse objetivo. Caso contrário pode ocorrer o que vem acontecendo com muitos associados que primeiro compraram os equipamentos. Chegada a hora de instalá-los, eles simplesmente não funcionaram porque a carga instalada era maior que a disponibilizada por suas instalações elétricas. “O fornecimento de energia elétrica está limitado a um número de equipamentos, ou a uma determinada carga, porque foi projetado para isso e, com o passar do tempo, todos aumentam a carga sem se dar conta disso e chega um momento que a oferta não é suficiente”, explica o engenheiro eletricista da Ceriluz, André Domingos Schussler, responsável pelo setor de Projetos da Cooperativa. André lembra que além de não funcionarem, em muitos casos os equipamentos instalados de forma irregular podem causar danos a outros utensílios elétricos da propriedade ou de vizinhos. “As cargas mais comuns a promoverem esse tipo de situação são as cargas motrizes, ou seja, equipamentos que são movidos por motores, como triturador, ordenhadeira, bombas d’água, serras, entre outros que são tão importantes para o meio rural e para o produtor desenvolver suas atividades”.

O descuido com a energia elétrica acaba trazendo prejuízos e transtornos para o investidor e também para a Ceriluz, uma vez que ela precisará lidar com essa situação sem descumprir com as exigências dos órgãos reguladores, que definem ordem e prazos de atendimento, com isonomia. “Resumindo, o produtor rural, e também o pequeno empresário ou comerciante, quando optar pela implantação de algum equipamento novo em sua propriedade para ampliar a sua produção, antes de qualquer coisa, deve procurar a Ceriluz para encaminhar um estudo de viabilidade. De preferência, com antecedência. A Cooperativa precisa ter as informações para que possa adequar o fornecimento de energia elétrica conforme a demanda solicitada”, acrescenta André.

Consumo Doméstico - Essa recomendação serve ainda para os consumidores residenciais onde também há registro de problemas no fornecimento de energia elétrica em decorrência do aumento de carga. Nos casos de instalações mais antigas é preciso lembrar que quando a instalação elétrica interna e o padrão de entrada foram feitos, havia menor número de equipamentos na residência e muitos deles com potência inferior aos de hoje. “É fundamental que o associado atualize regularmente a sua carga instalada junto à Ceriluz, pois a Cooperativa não tem como monitorar a todos para saber se aumentou ou não a carga”, recomenda o engenheiro eletricista. Entre as ações que exigem maior atenção está a substituição ou o incremento de chuveiros, de torneiras elétricas, climatizadores de ar, fornos etc, em geral, equipamentos que geram calor.

Quando o sistema elétrico interno está sobrecarregado ele próprio dá o alerta - ao mesmo tempo que se protege – pelo desarme do disjuntor geral. Quando o desarme não for por falha do disjuntor ele indica que existe algum tipo de problema na instalação e então o consumidor deve chamar um profissional qualificado para fazer a análise da rede interna de energia e providenciar a sua manutenção ou substituição. O disjuntor não deve ser substituído por outro de maior capacidade sem as adequações, sob o risco de colocar a casa e a família em risco, inclusive de incêndio.

Saiba mais em: http://www.ceriluz.com.br/index.php/programasderadio/1435-07-10-2016